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Eleições 2020: Amazonino e Alfredo líderes da rejeição

Por iMarketing Pesquisa em 02/04/2019

Em nova pesquisa da iMarketing para prefeito de Manaus em 2020, David Almeida e José Ricardo continuam com os melhores desempenhos e os nomes novos não obtiveram mais de 1%. Amazonino Mendes e Alfredo Nascimento são os nomes mais rejeitados.

Após a divulgação da nossa terceira pesquisa no último dia 20 de março, as reflexões sobre a sucessão do prefeito Arthur Neto se ampliaram.

Estabelecemos diálogos com diversos políticos para compreender suas expectativas e percepções para 2020.

A única certeza é a impossibilidade de encontramos um denominador comum para os nomes a serem incluídos neste ou em qualquer outro estudo.

Convém enfatizar que estaremos, mês a mês, testando e “fotografando” a conjuntura eleitoral em Manaus.

Nomes improváveis ou desconhecidos podem ser inseridos nos próximos trabalhos pela natureza do jogo eleitoral.

O Novo versus a Experiência

Na última pesquisa, 50,6% disseram desejar votar em um nome “novo” para prefeito de Manaus, e agora esse número reduziu para 42,5%, uma queda de oito pontos percentuais, em menos de três semanas.

Será que uma das causas desta inversão de sentimento é o reflexo da qualidade das gestões que se elegeram com o desejo de mudança?

Gráfico comparativo

Caso haja uma tendência de crescimento no eleitorado que quer votar em alguém com mais conhecimento da administração pública, em detrimento do chamado “novo”, isso deverá sepultar os sonhos de muitos projetos explícitos, e até os ocultos.

É importante se ressaltar que a eleição de 2020 em Manaus deverá contar com o maior número de candidatos a prefeito de todos os tempos, uma verdadeira máquina de triturar ambições.

Cenário 1

Antes de tudo, é necessário explicar que a inclusão do nome de Amazonino Mendes neste quarto estudo foi quase que uma obrigação técnica e científica. Com 17,8% das intenções de voto, o ex-governador aparece em segundo lugar, atrás de David Almeida, que atingiu 19,2%.

Pré-candidatos – Cenário 1

Recordemos que, em Manaus, Amazonino conquistou 22,5% dos votos para governador, e David 20,5%.

A terceira posição foi alcançada pelo deputado federal José Ricardo, com 14,8%. A quarta colocação é disputada por outros dois deputados federais: Marcelo Ramos, com 8,1%, e Capitão Alberto Neto, com 7,9%.

Os demais cinco nomes avaliados obtiveram menos de 5%. Todos os dez nomes pesquisados foram candidatos em 2018.

O destaque principal é a queda livre do secretário de Educação do Amazonas, Luiz Castro, que começou com 7,8% e agora amarga 4,3%.

O derretimento da sua imagem após a brilhante votação obtida na capital para o cargo de senador mostra o quanto determinadas posturas podem ser fatais à carreira política. Com certeza, não será o candidato do governador Wilson Lima.

Inclusive, o governador será sábio se decidir não se envolver no pleito de Manaus e, principalmente, no interior. Melhor vários “amigos” do que inúmeros “inimigos”.

A “alegria de Pirro” e os favoritos de hoje

Apesar do percentual conquistado por Amazonino nesta pesquisa, seus simpatizantes e admiradores não devem nutrir nenhuma ilusão.

O potencial de votos (soma das duas opções estimuladas) de Mendes é menor do que o dos seus adversários diretos (24,8%), e a sua rejeição é elevadíssima (38,5%). Numa eventualidade dele ir para o 2º Turno, seria triturado.

Em dois embates analisados, Amazonino perderia por larga margem. No primeiro, contra David, derrota por 59,2% a 27,0%. No outro, com José Ricardo, novo revés: 53,4% a 30,4%.

Quanto a Marcelo Ramos, ele atraiu 13,8% da segunda intenção de voto dos entrevistados que, somados ao percentual obtido na primeira opção, colocam o deputado com 21,9% de potencial de votos, de acordo com a metodologia aplicada. David Almeida ficou com 34,3% e José Ricardo com 27,5%.

O favoritismo destes três nomes é relativo, a começar por Marcelo Ramos que não detém o controle da sua atual legenda partidária. 

Cenário 2

Apresentamos aos entrevistados uma nova lista de dez nomes e mantivemos David Almeida, José Ricardo e Luiz Castro.

Desde a primeira pesquisa, de novembro de 2018, os nomes de David (22,5%) e Zé Ricardo (15,1%) vêm mantendo a liderança e as mesmas colocações.

Pré-candidatos – Cenário 2

Na terceira posição, o vice-prefeito Marcos Rotta conquistou 10,2%. A quarta colocada foi Rebecca Garcia, com 8,8%.  Em breve, ambos retornarão à grade da TV Rio Negro e devem selar uma união para 2020. E os dois também estão em busca de um partido.

Na quinta posição temos Alfredo Nascimento, com 8,7%. Caso ele decida concorrer, Marcelo Ramos teria de adiar sua aspiração a chefe do Executivo.

Na sexta colocação, Hissa Abraão atraiu 7,5% dos entrevistados. O pedetista corre o risco de perder o controle da legenda e, assim, qualquer desejo de se inserir no processo político.

Os “articuladores” da troca dos “donos” do PP e do PTB atuam para também cooptar o PDT.

O objetivo é simples: agregar legendas com bom tempo de propaganda na televisão e no rádio e barganhar, ao máximo, na hora das alianças majoritárias, já que, para vereadores, todos os partidos sairão sozinhos, pois acabaram-se as coligações proporcionais.

A tabela é um estudo inédito sobre a divisão do tempo no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, utilizado nas campanhas eleitorais para negociar as coligações e composições partidárias. Ela se aplica tanto para Manaus quanto para qualquer cidade onde houver a propaganda eleitoral gratuita. O estudo é baseado na bancada de deputados federais eleitos em 2018 e os cálculos da divisão do tempo são realizados de acordo com a legislação eleitoral em vigor. Para efeito de análise, se todos os partidos lançassem candidatos, os 10% que são divididos igualitariamente corresponderiam a 7,4 segundos para cada um. No fim da tabela vemos que o PT e o PSL possuiriam, na campanha do ano que vem, aproximadamente 8 das 84 inserções.

Em suma, Rebecca, Alfredo e Hissa e estão empatados tecnicamente. Entretanto, nenhum deles expressou publicamente o desejo de participar das eleições.

Dois nomes que nunca concorreram a nenhum cargo do Executivo ou do Legislativo não ultrapassaram a casa de 1%. O primeiro é o advogado Marco Aurélio Choy.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Amazonas (OAB-AM) não será candidato e foi incluído por indicação de filiados de sua legenda. Agora sabemos o tamanho do seu peso político. Vai continuar onde é mais atraente.

O segundo é o empresário Romero Reis, que possui pequena probabilidade de derrotar a atual direção do partido de Bolsonaro (PSL). Os deputados e delegados de carreira devem vencer a disputa interna de quem irá representá-los na sucessão municipal.

Alfredo Nascimento lidera a rejeição, com 28,9%, seguido por Rebecca Garcia, com 14,5%, nomes que optaram por Amazonino no ano passado. Todos os outros ficaram abaixo de 10%.

Numa (improvável) ida de Alfredo para o segundo turno, este sofreria uma irretorquível derrota para David (64,4% a 18,0%) ou José Ricardo (56,2% a 22,9%).

Quinto cenário de 2º Turno

Este cenário é a demonstração irrefutável da tradicional divisão do eleitorado da capital: David Almeida, com 48,8%, versus Zé Ricardo, com 38,5%. Dez pontos de vantagem no inicio de um segundo turno é fácil de reverter.

Quinto cenário de 2º turno

Ir para o 2º Turno exigirá, no mínimo, 18% dos votos válidos, e, muito provavelmente, nenhum nome ultrapasse 27% no 1º Turno, o que caracterizaria um quadro inédito, caso ocorra.

Os números de todos os políticos experimentados em qualquer cenário são resultado do “Recall” da imagem construída ao longo de suas trajetórias e/ou do desempenho eleitoral deles em 2018. Este critério deve permanecer por mais alguns meses.

Sobre a pesquisa

• Margem de erro: 3,1% para mais ou para menos.
• Tamanho da amostra: 1.000 eleitores das seis zonas administrativas de Manaus.
• Período de realização da pesquisa: 28 de março a 1º de abril.
• O grau de confiabilidade da pesquisa é de 95%. Isso significa dizer que se fossem feitas 100 entrevistas com a mesma metodologia, 95 estariam dentro da margem de erro prevista.


*As análises contidas no artigo acima são de inteira responsabilidade do pesquisador e analista político Durango Duarte.

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